Análise

Em Ohio, eleitores proíbem ou limitam data centers em pelo menos 14 municípios, e vitórias democratas no Texas, na Geórgia, em Ohio e na Pensilvânia levantam questões para os maiores estados de data centers

Pelo menos 14 municípios de Ohio aprovaram proibições ou limites a data centers (não oficial). Vitórias democratas trazem promessas, não leis.

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Em 3 de novembro de 2026, eleitores de pelo menos 14 municípios de Ohio aprovaram proibições ou novos limites a data centers, segundo a StockAnalysis, que reproduz o Cincinnati Enquirer. No mesmo dia, democratas venceram disputas no Texas, na Geórgia, em Ohio e na Pensilvânia, alguns depois de prometer regras mais duras para data centers. Os resultados não são oficiais e promessas não são leis. Lemos as fontes apenas em resumos automáticos. Isto não é aconselhamento de investimento, jurídico nem político.

O essencial

O que os municípios de Ohio votaram?

A StockAnalysis, que reproduz o Cincinnati Enquirer, contabiliza pelo menos 14 municípios. A Euronews (via Newswav) diz 15; o Yahoo Finance e o Boston Globe dizem pelo menos 14. A diferença não é explicada, então o número exato não está estabelecido. Outros quatro municípios ainda não tinham resultado, segundo o Enquirer.

Ohio: 10 proibições e 4 restrições aprovadas em 3 de novembro. Resultados não oficiais: pelo menos 14 municípios (15 segundo uma fonte). Proibições (10 municípios): Conneaut, Defiance, Granville, Hubbard, Pataskala, Piqua, Sunbury, Trenton, Upper Sandusky, Urbana. A maioria mira apenas locais acima de 25 MW, segundo a StockAnalysis; Restrições (4 municípios): Ashville: cerca de 82% para anular o acordo do vilarejo com a EdgeConneX para dois data centers; a obra já começou e o voto não a interrompe (NBC4); Grove City: 55% para exigir voto público sobre grandes projetos, incluindo data centers acima de 20 MW; Perry: mais de 87% para exigir garantias financeiras dos desenvolvedores que pedem benefícios fiscais; Wilmington: cerca de 80% rejeitaram o rezoneamento de um terreno para um data center, em quatro referendos; Não estabelecido: O número exato de municípios, os resultados certificados e o efeito jurídico de cada proibição. Os resultados continuam não oficiais até que os conselhos eleitorais dos condados os certifiquem. Outros quatro municípios ainda não tinham resultado, segundo o Enquirer. Os números foram lidos em resumos automáticos. Fonte: StockAnalysis (citando o Cincinnati Enquirer e a NBC4), Yahoo Finance, Boston Globe, Euronews via Newswav.

Fonte: StockAnalysis (citando o Cincinnati Enquirer e a NBC4), Yahoo Finance, Boston Globe, Euronews via Newswav.

Dez foram proibições, a maioria só para locais acima de 25 MW, segundo a StockAnalysis. Quatro foram restrições: Ashville, Grove City, Perry e Wilmington. Em Ashville, a obra já começou e o voto não a interrompe (NBC4).

Em Trenton, a proibição (cerca de 80%, não oficial, segundo a WVXU) põe em questão um data center de 250 MW que a Prologis está construindo; um campus da Amazon previsto logo fora da cidade não é coberto (Enquirer). Em Sunbury, a proibição mirava um possível grande projeto da Amazon cujo futuro é incerto (NBC4). Não dizemos que algum projeto foi cancelado. No plano nacional, a StockAnalysis, citando a Stateline (que não lemos), indica que 33 medidas locais que limitam data centers haviam sido aprovadas ou lideravam; um único resultado, em Dakota do Norte, foi favorável à indústria. As contagens divergem: um levantamento citado pelo Yahoo Finance lista 28 medidas em 13 estados.

O que aconteceu no nível dos estados?

São posições de campanha, não leis; os governadores eleitos ainda não agiram.

O que significa «50%»?

A CNBC cita a Wells Fargo para a parcela de cada estado nos gigawatts de data centers previstos nos EUA: Texas 27%, Geórgia 7%, Ohio 5%, Pensilvânia 5%. A soma dá 44% (nosso cálculo). Dan Ives, da Yorkville Ives & Co., situa o Texas em 25-30%. A Euronews (via Newswav) relata que Heather West, da Eurasia Group, avalia que esses estados abrigam quase metade da implantação de data centers de IA nos EUA, sem fonte de dados. Assim, «50%» arredonda «quase metade», enquanto a estimativa da Wells Fargo é de 44%. São parcelas de capacidade prevista, não de projetos expostos a mais controle.

Gigawatts de data centers previstos: a parcela de quatro estados. Parcela da capacidade de data centers prevista nos EUA, em gigawatts: não é uma parcela de projetos expostos. Promessas de campanha, não leis. Projetos autorizados seguem em grande parte, dizem analistas. Texas: 27%; Geórgia: 7%; Ohio: 5%; Pensilvânia: 5%; Quatro estados, nossa soma: 44%; Eurasia Group, via Euronews: Quase metade da implantação de data centers de IA nos EUA, segundo a Eurasia Group; sem fonte de dados, por isso sem barra. Dan Ives (Yorkville Ives & Co.) estima o Texas em 25-30%. Os 44% são a nossa soma das parcelas da Wells Fargo. Não é aconselhamento de investimento, jurídico nem político. Fonte: CNBC (Wells Fargo), Euronews via Newswav.

Fonte: CNBC (Wells Fargo), Euronews via Newswav.

O que esses votos mudam e o que não mudam

Segundo West, projetos já autorizados ou em construção avançada seguem em grande parte; o efeito recai sobretudo nos projetos futuros, com licenças mais lentas, procedimentos locais e pressão para pagarem a eletricidade. O poder de um governador é limitado, segundo West; uma Câmara democrata no Texas daria mais margem (Yahoo Finance). A CNBC relata movimentos mistos na bolsa em 4 de novembro, com algumas ações de IA em queda e outras em alta; não tiramos conclusão. Sobre o dinheiro que a IA precisaria gerar para financiar esses prédios, veja nosso artigo sobre um documento da Brookings.

O que não está estabelecido?

O número oficial de municípios de Ohio; os resultados certificados; o efeito jurídico de cada proibição; a parcela real de capacidade ou de projetos afetada; se os governadores adotarão moratória ou regras, e quando; o controle final do legislativo do Texas; a posição de Shapiro; e a relação entre os data centers e o voto, pois West diz que não foram a razão principal (Euronews, via Newswav).

Tabela comparativa

Tabela comparativa
PontoO que dizem as fontesSituação
Municípios de OhioPelo menos 14 aprovaram proibições ou limites; 15 segundo uma fonteRelatado, não oficial
Texas, Geórgia, OhioMoratória ou pausa prometida ou defendida; marco mais rígido em OhioPromessa
PensilvâniaQuatro disputas ao Senado estadual vencidas, casa viradaRelatado (uma fonte)
Parcela de capacidade44% (nossa soma, Wells Fargo); quase metade (Eurasia Group)Estimativa
Projetos autorizadosSeguem em grande parte, segundo analistasNão estabelecido

Perguntas frequentes

Quantos municípios de Ohio votaram por limites?

Pelo menos 14, segundo a StockAnalysis; a Euronews diz 15. Os resultados não são oficiais e o número exato não está estabelecido.

Os projetos em andamento foram parados?

Em geral não, segundo analistas; em Ashville, a obra continua. Os efeitos jurídicos não estão estabelecidos.

De onde vem o número de 50%?

De «quase metade» (Eurasia Group, sem fonte de dados) e dos 44% dos gigawatts previstos da Wells Fargo (nossa soma). Nenhum mede projetos expostos.

Método e limites

Axios e Stateline retornaram erros e não foram lidos; a Stateline aparece apenas via StockAnalysis. Lemos seis páginas em resumos automáticos, várias delas reproduções (AFP, Euronews). A apuração continua, as contagens divergem e as parcelas de capacidade vêm de um único analista. Não testamos nada. Isto não é aconselhamento de investimento, jurídico nem político.

Fontes

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