Análise

Apple divulga US$ 114,5 bilhões no trimestre de setembro, os primeiros resultados de Ternus, e alerta que o custo da memória vai continuar subindo

A Apple registra US$ 114,5 bilhões, alta de 12%, nos primeiros resultados de Ternus e diz que o custo da memória vai continuar subindo.

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Em 2 de novembro de 2026, a Apple divulgou os resultados do quarto trimestre do seu ano fiscal, encerrado em 26 de setembro de 2026. É a primeira divulgação sob o CEO John Ternus, segundo a CNBC e o Gizmodo. A receita chegou a US$ 114,5 bilhões, alta de 12%, mas os executivos alertaram na teleconferência que o custo da memória vai continuar subindo. Lemos o comunicado e a imprensa por resumos automáticos e não ouvimos a teleconferência. Isto não é aconselhamento de investimento.

O essencial

O comunicado não traz nenhuma projeção numérica: elas vêm da teleconferência, segundo a imprensa. Sobre a entrevista de Ternus à WIRED, veja nosso artigo de 1º de novembro.

O que diz o comunicado?

A receita foi de US$ 114.477 milhões, contra US$ 102.466 milhões um ano antes. Produtos renderam US$ 82.904 milhões e Serviços US$ 31.573 milhões, contra US$ 28.750 milhões (+9,8%, cálculo da Origo). O lucro por ação diluído foi de US$ 2,10, contra US$ 1,85, dos quais US$ 0,05 vêm de reembolsos de tarifas.

Apple: variação anual por categoria e na Grande China. Quarto trimestre do ano fiscal de 2026 em relação ao quarto trimestre do ano fiscal de 2025, em porcentagem. Mac: +23,7%; iPhone: +17,5%; Serviços: +9,8%; Wearables, casa e acessórios: −7,9%; iPad: −10,4%; Grande China: +21,0%. Cálculo da Origo a partir dos números do comunicado, arredondado a 0,1 ponto. A Grande China é uma região, não uma categoria de produto. Fonte: comunicado da Apple (formulário 8-K), 2 de novembro de 2026.

Fonte: comunicado da Apple, cálculo da Origo.

Frente às expectativas, a imprensa cita consensos que variam ligeiramente: receita próxima de US$ 113,4 a US$ 113,5 bilhões e lucro por ação de US$ 1,99 a US$ 2,00 (CNBC, citando a LSEG, e Yahoo Finance, citando a Bloomberg). O iPhone superou os cerca de US$ 56,5 bilhões esperados, e o Mac os US$ 9,6 a US$ 9,7 bilhões. O iPad (cerca de US$ 6,7 bilhões esperados) e os Wearables (cerca de US$ 9,06 bilhões) ficaram abaixo. Os Serviços ficaram em linha, com US$ 31,58 bilhões esperados segundo o Yahoo Finance. A CNBC observa que o crescimento dos Serviços ficou abaixo de 10%, o mais lento desde 2022.

Onde está a Grande China?

A Grande China rendeu US$ 17.539 milhões, contra US$ 14.493 milhões, alta de 21% (cálculo da Origo a partir do comunicado). O Yahoo Finance informa US$ 18,75 bilhões esperados, o que seria um resultado abaixo do previsto, mas não indica a fonte dessa estimativa. Portanto, as duas afirmações valem: crescimento de 21% e um resultado abaixo dessa estimativa.

O que a Apple diz da memória?

Segundo a imprensa, Ternus disse: «What we're seeing with memory pricing right now is unprecedented.» (o que estamos vendo agora nos preços da memória não tem precedentes). Os custos de memória foram mais altos no trimestre de setembro do que em junho. Devem subir de novo no trimestre de dezembro, compensados em parte por aumentos de preço anteriores, estoques trazidos do trimestre anterior e custos menores em outros componentes. Novas altas são esperadas depois de dezembro, à medida que o benefício dos estoques diminui.

O diretor de operações, Sabih Khan, disse que os compromissos de compra de memória aumentaram US$ 33 bilhões do terceiro para o quarto trimestre (Yahoo Finance, Seoul Economic Daily). Disse também que a oferta de Mac e iPad ficará limitada no trimestre de dezembro por causa da memória (Yahoo Finance). Segundo o TechCrunch, relatado pelo Seoul Economic Daily e não lido por nós, ele não descartou novos aumentos de preço.

Dois pontos são contexto de jornalistas, não declarações da Apple. A CNBC escreve que a Apple aumentou os preços a contragosto; o Gizmodo acrescenta que foram Mac e iPad no verão e iPhone em setembro. O Seoul Economic Daily cita estoques de US$ 14,54 bilhões, alta de 31,1% no trimestre, e vê nisso uma preparação para uma escassez: é a interpretação dele.

O que a Apple projeta para dezembro?

Segundo a CNBC, o Seoul Economic Daily e o Yahoo Finance, Parekh deu estas projeções:

O Gizmodo acrescenta que Parekh também liga a margem ao custo de nuvem do lançamento da Siri AI.

Margem bruta da Apple: realizada, prevista pela Apple, esperada. Margem bruta em porcentagem, barras traçadas a partir de zero. Trimestre de setembro, realizado: 47,9% (Inclui cerca de 1 ponto de reembolsos de tarifas); Trimestre de dezembro, previsão da Apple: 45–46% (Informada na teleconferência, segundo a imprensa); Trimestre de dezembro, consenso: ≈ 46,3% (Seoul Economic Daily e CNBC; os números variam conforme a fonte); Custos da memória (a Apple na teleconferência, segundo a imprensa): Mais altos no trimestre de setembro do que em junho; Nova alta esperada no trimestre de dezembro, compensada em parte; Novas altas esperadas além de dezembro, com um benefício dos estoques que diminui. Períodos diferentes: a margem realizada é do trimestre de setembro; as outras duas barras, do trimestre de dezembro. Fonte: comunicado da Apple; imprensa sobre a teleconferência (CNBC, Yahoo Finance, Gizmodo, Seoul Economic Daily).

Fonte: comunicado da Apple, imprensa sobre a teleconferência.

Como a ação reagiu?

A ação perdeu cerca de 3% após o fechamento de 2 de novembro (CNBC), depois de cair cerca de 2% no pregão regular. Em 3 de novembro, a 24/7 Wall St. e o Yahoo Finance a mostravam cerca de 4% mais baixa antes da abertura, perto de US$ 325, contra um fechamento de US$ 338,32 no dia anterior. A manchete da 24/7 Wall St. liga a queda a custos de memória que pesam nas perspectivas de margem: é a leitura do veículo. Não sabemos como terminou o pregão de 3 de novembro.

O que não está estabelecido?

Por quanto tempo os custos de memória vão continuar subindo e o quanto vão pesar na margem depois de dezembro. Os consensos, que diferem conforme a fonte, e a fonte da estimativa de US$ 18,75 bilhões para a Grande China.

Tabela comparativa

Tabela comparativa
PontoNúmeroFonte
ReceitaUS$ 114,477 bilhões, +12%Comunicado da Apple
CategoriasiPhone +17,5%, Mac +23,7%, Serviços +9,8%, iPad −10,4%, Wearables −7,9% (cálculo da Origo)Comunicado da Apple
Margem bruta47,9%, cerca de 1 ponto de reembolsos de tarifasComunicado da Apple
LPA diluídoUS$ 2,10, +14%, dos quais US$ 0,05 de reembolsos de tarifasComunicado da Apple
Grande ChinaUS$ 17,539 bilhões, +21% (cálculo da Origo); US$ 18,75 bilhões esperadosComunicado da Apple; Yahoo Finance
Receita de dezembro7% a 10% (consenso 6,1%)Parekh, via CNBC e Seoul Economic Daily
Margem bruta de dezembro45% a 46% (consenso cerca de 46,3%)Parekh, via imprensa
Compromissos de memóriaAlta de US$ 33 bilhões do terceiro para o quarto trimestreKhan, via Yahoo Finance e Seoul Economic Daily
EstoquesUS$ 14,54 bilhões, +31,1% no trimestreSeoul Economic Daily
AçãoCerca de −3% após o fechamento de 2 nov.; cerca de −4% antes da abertura de 3 nov.CNBC; 24/7 Wall St., Yahoo Finance

Perguntas frequentes

A Apple superou as expectativas?

Em receita total, lucro por ação e iPhone, sim segundo os consensos citados, que variam conforme a fonte. iPad, Wearables e Grande China ficaram abaixo.

O comunicado traz alguma projeção?

Não. Os números de dezembro vêm da teleconferência, segundo a imprensa.

A ação fechou em queda em 3 de novembro?

Não sabemos. Vimos cerca de −3% após o fechamento de 2 de novembro e cerca de −4% antes da abertura de 3 de novembro, não o pregão em si.

Método e limites

Lemos o comunicado da Apple (formulário 8-K, anexo 99.1), a CNBC, o Yahoo Finance, o Gizmodo, o Seoul Economic Daily e a 24/7 Wall St. por resumos automáticos, não por inteiro. Não ouvimos a teleconferência: as declarações são atribuídas por meio da imprensa. Benzinga e BigGo apareceram na busca, mas não foram lidos e não são citados. Os consensos variam conforme a fonte, a fonte do consenso para a Grande China não é indicada e o comunicado não traz nenhuma projeção. Não testamos nada. Isto não é aconselhamento de investimento.

Fontes

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